quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vinda do IGAC À escola

Dia 29 de abril, as turmas do 4º ano de escolaridade, receberam na Biblioteca Escolar quatro elementos da equipa "IGAC (Instituto Geral das Atividades Culturais) vai à Escola"
A sessão teve início com o visionamento de um powerpoint sobre as profissões onde existem autores, os seus direitos e os atos de pirataria, isto é, de privar os autores de serem recompensados monetariamente pelo seu trabalho. A pirataria pode ter penalizações.


 Na segunda parte da sessão, os alunos foram convidados a realizar uma obra da sua autoria, à escolha (desenho, poesia, letra de uma canção, ...)à qual teriam de dar um nome. A equipa do IGAC pediu aos alunos autorização para ficar com as obras, dizendo que iriam registá-los como autores e que posteriormente receberiam um diploma.
 

 Na terceira parte da atividade um dos elementos da equipa disfarçou-se de pirata que tentava vender os trabalhos dos alunos dizendo ser obras realizadas por si. Em seguida, outro elemento mostrou qual é o papel do IGAC e "desmarcarou o pirata" que teve como castigo devolver o dinheiro recebido aos autores. Foram assim oferecidos aos alunos e professores dois dobrões de oiro (moedas de chocolate). À Biblioteca escolar foram ofertados 3 DVDs.



 Os alunos demonstraram interesse sobre o tema, foram bastante participativos e com um tom de humor aprenderam acerca dos "Direitos de autor".
Obrigado equipa do IGAC, gostamos muito! 

23 de abril Dia Mundial do livros e direitos de autor

A 23 de Abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. A data tem como objetivo reconhecer a importância dos livros, como fonte de conhecimento e divertimento e incentivar hábitos de leitura e escrita.


Para assinalar esta data na Biblioteca Escolar decorreram algumas atividades: falámos dos direitos do leitor, explorámos a história "Ler é divertido" de Todd Parr, vimos como houve evolução nos materiais de escrita ao longo do tempo, como se faz papel e conhecemos o Museu de Papel em Terras de Santa Maria através de imagens.
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Para terminar escutámos o conto "O livro que só queria ser lido" de José Jorge Letria e realizámos um jogo que consistia em adivinhar qual o conto tradicional através da leitura de um pequeno excerto.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Concurso "Conta-me uma história"

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O convite partiu da Biblioteca Escolar: escolher uma das histórias vencedoras do concurso ""Regresso à escola- a mochila" e elaborar um vídeo com a participação da turma 3ºG para o concurso "Conta-nos uma história". Assim resultou este trabalho, submetido no âmbito da 5.ª edição.
O Ministério da Educação e Ciência (MEC), através da Direção-Geral da Educação (DGE), do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e do Plano Nacional de Leitura (PNL), em parceria com a Microsoft, pretende fomentar a criação de projetos que incentivem a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), mais concretamente tecnologias de gravação digital de áudio e vídeo.
Esperamos que seja do vosso agrado.

Desejem-nos boa sorte!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dia Mundial do Autismo

Dia 2 de Abril também se celebra o Dia Mundial do Autismo que foi criado pela Organização das Nações Unidas em 18 de dezembro de 2007 para a conscientização desta doença.





As docentes da unidade de Ensino Estruturado convidaram todas as turmas do 1º Ciclo a vir à biblioteca escolar assistir à história de "Elmer" o elefante xadrez ou ao filme "Cuerdas" que também aborda a diferença. Todos refletiram acerca do tema e deram as mãos mostrando que o mais importante é a amizade.

http://www.odevoradordelivros.com/conheca-cuerdas-o-melhor-curta-metragem-de-animacao/




ELMER - O ELEFANTE XADREZ

Era uma vez uma manada de elefantes. Elefantes novos, elefantes velhos, elefantes altos, magros ou gordos. Elefantes assim, elefantes assado, todos diferentes, mas todos felizes e todos da mesma cor. Todos, quer dizer, menos o Elmer.
O Elmer era diferente.
O Elmer era aos quadrados.
O Elmer era amarelo e cor de laranja e encarnado e cor-de-rosa e roxo e azul e verde e preto e branco.
O Elmer não era cor de elefante.
Era o Elmer que mantinha os elefantes felizes. Às vezes era ele que pregava partidas aos outros elefantes, às vezes eram eles que lhe pregavam partidas. Mas quando havia um sorriso, mesmo pequenino, normalmente era o Elmer que o tinha causado.
Uma noite o Elmer não conseguia dormir; estava a pensar, e o pensamento que ele estava a pensar era que estava farto de ser diferente. “Quem é que já ouviu falar de um elefante aos quadrados”, pensou ele. “Não admira que se riam de mim.” De manhã, enquanto os outros ainda estavam meio a dormir, o Elmer escapou-se muito de mansinho, sem ninguém dar por isso.
Enquanto atravessava a floresta, o Elmer encontrou outros animais.
Todos eles diziam: “Bom dia, Elmer.” E de cada vez o Elmer sorria e dizia: “Bom dia.”
Depois de muito andar, o Elmer encontrou aquilo que procurava – um grande arbusto. Um grande arbusto coberto de frutos cor de elefante. O Elmer agarrou-se ao arbusto e abanou-o e tornou a abaná-lo até que os frutos terem caído todos no chão.
Depois de o chão estar todo coberto de frutos, o Elmer deitou-se e
rebolou-se para um lado e outro, uma vez e outra vez. Depois pegou em cachos de frutos e esfregou-se todo com eles, cobrindo-se com o sumo dos frutos, até não haver sinais de amarelo, nem cor de laranja, nem de encarnado, nem de cor-de-rosa, nem de roxo, nem de azul, nem de verde, nem de preto, nem de branco. Quando o acabou, Elmer estava parecido com outro elefante qualquer.
Depois o Elmer dirigiu-se de regresso à manada. De caminho voltou a passar pelos outros animais. Desta vez cada um deles disse-lhe: “Bom dia, elefante.” E de cada vez que Elmer sorriu e disse: “Bom dia”, muito satisfeito por não ser reconhecido.
Quando o Elmer se juntou aos outros elefantes, eles estavam todos muito quietos. Nenhum deles deu pelo Elmer enquanto ele se metia no meio da manada.
Passado um bocado o Elmer sentiu que havia qualquer coisa que não estava bem. Mas que seria? Olhou em volta: a mesma selva de sempre, o meu céu luminoso de sempre, a mesma nuvem escura que aparecia de tempos em tempos, e por fim os mesmos elefantes de sempre. O Elmer olhou para eles.
Os elefantes estavam absolutamente imóveis. O Elmer nunca os tinha visto tão sérios. Quanto mais olhava para os elefantes sérios, silenciosos, sossegados, soturnos, mais vontade tinha de rir. Por fim não conseguia aguentar mais. Levantou a tromba e berrou com quanta força tinha:
BUUU!
Com a surpresa, os elefantes deram um salto e caíram cada um para seu lado. “São Trombino nos valha!”, disseram eles, e depois viram o Elmer a rir perdidamente. “Elmer”, disseram eles. “Tem de ser o Elmer.” E depois s outros elefantes também se riram como nunca se tinham rido.
Enquanto se estavam a rir a nuvem escura apareceu, e quando a chuva começou a cair em cima do Elmer os quadrados começaram a aparecer outra vez. Os elefantes não paravam de rir enquanto o Elmer voltava às cores do costume. “Oh Elmer”, ofegou um velho elefante. “Já tens pregado boas partidas, mas esta foi a melhor de todas. Não levaste muito a mostrar as tuas verdadeiras cores.”
“Temos de comemorar este dia todos os anos”, disse outro. “Vai ser o dia do Elmer. Todos os elefantes vão ter de se pintar e o Elmer vai-se pintar de cor de elefante.”
E é isto mesmo que os elefantes fazem. Num certo dia do ano, pintam-se todos e desfilam. Nesse dia, se vires um elefante com a cor vulgar de um elefante, já sabes que deve ser o Elmer.

Texto de David Mckee

Neste dia trouxemos roupas azuis, que é a cor do autismo, e a escola ficou decorada com cartazes, fitas e balões azuis.









Dia Internacional do Livro infantil



Hoje,celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil. Esta data comemora-se desde 1967, foi escolhida para homenagear o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, cujo aniversário de nascimento se festeja a 2 de abril.

As comemorações são uma iniciativa do Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY), que, em Portugal, é representado pela Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil (APPLIJ).
Para assinalar a data, a equipa da Areal Editores sugeriu um vídeo Karaoke do livro Portugal contado e cantado a quem só quer ser feliz. que partilhamos com todos os que querem aprender a História de Portugal de forma divertida.

A história de António Torrado, "O livro fechado" também refere a importância da Leitura.
O LIVRO FECHADO
 
– É o teu caso? – perguntou, ansiosamente, o livro que


nunca tinha sido aberto.


– Por sinal, não – esclareceu o colega, um respeitável


calhamaço. – Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou


um livro de estudo.


– Quem me dera essa sorte – disse outro livro ao lado, a


entrar na conversa. – Por mim só me passaram os olhos,


página sim, página não... Mas, enfim, já prestei para


alguma coisa.


– Eu também – falou, perto deles, um livrinho estreito. –


Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha


um pé mais curto.


– Isso não é trabalho para livro – estranhou o calhamaço.


– À falta de outro... – conformou-se o livro estreitinho.


Escutando os seus companheiros de estante, o livro que


nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos,


tinham para contar, ao passo que ele... Suspirou.


Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o


foram buscar ao aperto da prateleira. As mãos pegaram


nele e poisaram-no sobre os joelhos.


– Tem bonecos esse livro? – perguntou a voz de uma


menina, debruçada sobre o livro, ainda por abrir.


– Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou


ler-te – disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as


mãos que escolheram o livro da estante.


Começou a folheá-lo e, enquanto lhe alisava as primeiras


páginas, foi dizendo:


– Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que


tu nasceste.


Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.


– Lê – exigiu a voz da menina.


E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o


lessem, de ponta a ponta.


Às vezes, vale a pena esperar.


FIM

Boas Leituras, para todos!